
Nas próximas semanas completamos 1 ano exato do topo histórico de 73.920 pontos do Ibovespa. Bons tempos! Maio do ano passado foi um mês excelente com valorização de mais de 6% no índice, no entanto já a partir da primeira semana de junho tudo mudaria. Vou começar hoje uma série de 03 ou 04 post onde buscarei fazer uma análise das fases que o mercado apresentou durante este recuo causado pela crise financeira, com obejtivo de tirarmos algumas lições de tudo que ocorreu.
Em junho a crise chega sem avisar e sem convencer, o Ibovespa perde 10,4% do seu valor, mas alguns ativos, principalmente do setor elétrico resistem, o IEE recuou apenas 0,44% em junho, deixando como lição que empresas de setores com receitas mais estáveis talvez não se tornem um porto seguro, mas ao menos um porto menos perigoso no meio da tormenta, afinal mesmo com crise o consumo de serviços essenciais como energia elétrica se mantém e não há queda de preços relevantes nos mesmos. Hoje o IEE já praticamente já voltou ao seu topo histórico, enquanto o Ibovespa ainda tem muita ladeira para subir até atingir novamente os 74.000 pontos.
O desempenho ruim do mercado naquele junho não era motivo de desespero, uma correção já seria mesmo normal devido a elevada valorização em abril e maio, aliado ao fato de que movimentos semelhantes haviam acontecido em 2006, 2005 e 2004, assim um recuo até os 60.000 pontos não mudaria em nada a forte tendência de alta presente desde 2003, e o recuo até este patamar só veio mesmo a se completar no final de julho.
Se olharmos o gráfico semanal e os indicadores da época veremos como foi claro o topo do mercado, o IFR atingiu um elevado pico de 75,00, o TRIX virou para baixo, assim como o Hilo Activator (a escadinha no gráfico) também passou a indicar venda, logo no início do movimento corretivo e se manteve assim durante toda a crise:
Este foi o ponto onde a maioria dos investidores de “longo prazo” pecaram, pois não admitiram sair do mercado em julho depois de perderem em alguns casos mais de 25% do capital que tinham em maio, muitos se deixaram levar pelo "já caiu muito e vai voltar a subir um pouco", porém para decepção geral não foi o que ocorreu. Já os traders deveriam ter pulado do barco logo no início quando da virada dos indicadores e da formação do candle de topo no início de junho.
Olhando os posts e principalmente as análises semanais da época é fácil hoje ter um olhar mais racional sobre o mercado, as análises passaram o mês de julho inteiro dizendo que um repique era provável, mas que o gatilho do mesmo, que seria o rompimento da máxima da semana anterior, não se confirmava, semana após semana.
Como já escrevi em vários outros posts, acho muito importante estudar e entender o que se passou trás para tentar se preparar para o que vem pela frente... O mercado se encontra em situação parecida com a que tivemos 1 ano atrás, o IFR do semanal já supera os 70 pontos, porém o Trix e o Hilo ainda não viraram para venda, como podem ver abaixo, por isso venho escrevendo que ainda não temos sinal de topo no Ibovespa hoje, no entanto ficarei muito surpreso se este sinal não vier em mais 02 ou 03 semanas.
De quaquer forma não acredito em futurologia. O mercado tem de ser acompanhado de forma constante e as decisões tem de ser tomada de acordo com cenários presentes, um topo intermediário pode até demorar um pouco a ser formado, mas mais cedo ou mais tarde ele virá e não causará maiores estragos se estivermos preparados para quando ele chegar.
Nos links abaixo você poderá ler os artigos e análises publicados em Junho e Julho do ano passado:
http://www.tradersemmisterios.com.br/blog/archive/June-2008/
http://www.tradersemmisterios.com.br/blog/archive/July-2008/




